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Entenda o atual conflito entre Israel e Hamas

Atual rodada de violência, a terceira em apenas cinco anos, foi antecedida pela morte de 3 jovens israelenses e de um palestino

O Exército de Israel lançou no dia 8 a Operação Margem de Proteção contra a Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo militante Hamas. Em 20 dias do conflito, a ofensiva matou mais de 1 mil palestinos e mais de 40 israelenses e um trabalhador rural tailandês, além de ter desencadeado os combates mais pesados entre os dois lados desde uma batalha de oito dias em novembro de 2012.

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Israel justifica a campanha aérea e, posteriormente, o envio de soldados para o território afirmando que seu objetivo é pôr fim às capacidades militares do Hamas, impedir o lançamento de foguetes contra o seu território - que poriam em risco milhões de cidadãos israelenses -  e destruir tunéis usados por militantes para atravessar em direção a Israel e lançar ataques.

A atual rodada de violência, a terceira em apenas cinco anos, foi antecedida por um acordo de reconciliação entre o Hamas, visto como organização terrorista por Israel, e a facção laica Fatah, que controla a Cisjordânia e é o único interlocutor reconhecido pelo Estado judeu para uma eventual negociação de paz. Israel não aceita o acordo entre os dois grupos.

A violência irrompeu em meio ao aumento de tensão entre os dois lados com a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia e, posteriormente, com a morte do jovem palestino Muhammad Abu Khdeir, 16, cujo corpo foi encontrado carbonizado em Jerusalém.

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Apesar de acusar o Hamas pela morte dos seminaristas judeus Gil-Ad Shaer e Naftali Fraenkel (israelo-americano), ambos de 16 anos, e de Eyal Yifrah, de 19 anos, Israel não apresentou provas da autoria do grupo, que negou a acusação. Em relação ao assassinato do palestino Khdeir, Israel prendeu alguns suspeitos, com três deles tendo confessado que mataram o adolescente em retaliação ao sequestro e morte dos israelenses.

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Segundo o governo israelense, militantes da Faixa de Gaza retomaram os disparos de foguetes contra Israel em 12 de junho, dia em que os três adolescentes israelenses desapareceram. Ainda de acordo com Israel, os disparos se intensificaram em 30 de junho, quando os jovens foram encontrados mortos. 


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Em 7 de julho, 80 foguetes foram direcionados contra as cidades israelenses, elevando para 284 o total de projéteis lançados de 12 de junho a 7 de julho. Em resposta, Israel iniciou a ofensiva aérea no dia seguinte.

Nove dias depois, em 17 de julho, Israel invadiu Gaza, dando início à sua ofensiva terrestre. A nova fase do conflito aumentou drasticamente o número de vítimas entre os palestinos e causou dezenas de mortos entre os soldados israelenses.

Gaza é uma faixa costeira de apenas 40 km de extensão e 10 km de largura com 1,7 milhão de habitantes que faz fronteira com Egito, Israel e o Mar Mediterrâneo.

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